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terça-feira, 20 de julho de 2010

Poderá nas minhas andanças,

Observar todo o horizonte...

Andar á passos largos...

Ter á minha frente o infinito...

Construindo minha passagem...

E a amplidão como espelho...

Seguindo trilhas...

Horizonte á frente...

Sem retornos...

Sem questionamentos...

Do que se passou...

Apenas seguindo em frente...

Nestas andanças...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

VIVO APRENDENDO!!!

Aprendi..
Que amores eternos podem acabar em uma noite
Que grandes amigos podem se tornar ferrenhos inimigos
Que o amor, sozinho, não tem a força que imaginei
Que ouvir os outros é o melhor remédio e o pior veneno
Que nunca conhecemos uma pessoa de verdade,
afinal gastamos a vida inteira para conhecermos a nós mesmos
Que confiança não é artigo de luxo, e sim de sobrevivência
Que os poucos amigos que te apoiam na queda são muito mais fortes do que os muitos que te empurram
Que o " nunca mais" nunca se cumpre
Que o "para sempre" sempre acaba
Que a minha família, com suas 1000 diferenças, está sempre aqui quando preciso
Que ainda não inventaram nada melhor que colo de mãe desde que o mundo é mundo
Que vou sempre me surpreender, seja com os outros ou comigo
Que vou cair e levantar milhões de vezes...
E ainda não vou ter aprendido tudo!!!

terça-feira, 13 de julho de 2010


VIVO UM DIA DE CADA VEZ COMO SE FOSSE O ULTIMO....

sexta-feira, 9 de julho de 2010

DIÁRIO DA TUA AUSÊNCIA

"Diário da tua ausência"
“Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver.”
“Imagina que te escrevo em voz baixa. Falamos sempre baixo quando queremos que acreditem nas nossas palavras. E tudo o que aqui escrevo é verdade.
Escrevemos porque ninguém ouve. Escrevo-te porque estás longe, numa cidade onde o nevoeiro roubou o ar ao sol e as pessoas pensam mais do que sentem. Se ao menos estivesses aqui ao meu lado, passava-te a mão pela nuca, puxava-te ligeiramente os caracóis e então tu fechavas os olhos de prazer e eu sentia-te próximo. Mas isso agora não é possível…”

“Espero por ti porque acho que podes ser o homem da minha vida. E espero por ti porque sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa, há uma voz firme e incessante que me pede para esperar por ti. E eu gosto de ouvir essa voz a embalar-me de noite antes de, tantas e tantas vezes, te encontrar nos meus sonhos, e a acalentar-me de manhã, quando um novo dia chega e me faz pensar o quão longa e inglória pode ser a minha espera.”

Quando estou aqui sentada, a namorar o mar e a escrever este diário por ti e para ti, porque é mesmo para ti, meu querido, longínquo e quase impossível amor, sinto-me feliz e não me sinto só. Sei que a minha crença inabalável, a minha energia amorosa e o meu desejo eterno por ti irão alcançar-te e tocar-te de alguma forma. Não me perguntes como, mas sinto que é possível. Gosto de acreditar que tenho o dom de tornar realidade as minhas ficções. E, neste momento, tu és a minha mais bela ficção, um sonho que acalento como uma criança que cresce, sabendo que a espera será grande, será arriscada e ninguém sabe se será frutífera. O objectivo não é o mais importante, mas sim o caminho que se percorre para o alcançar.
Somos nós, com os nossos passos, que vamos fazendo o nosso próprio caminho. Há quem corra demasiado depressa e perca a alma no trajecto, há quem mude de ideias e arrisque um atalho, há quem não saiba escolher a melhor direcção quando chega a uma encruzilhada, há quem deixe pedras pelo caminho para não se perder, se precisar de voltar para trás.
Não sei que espécie de caminhante sou, para onde vou, não sei. Nem sei para onde vais. Nem tu sabes. Pode ser que um dia acordes com uma luz nova, uma força desconhecida que te vai trazer até mim… Sei que há uma força estranha que me faz correr para ti, embora nunca, em nenhuma circunstancia, corra atrás de ti, porque não posso, não me é permitido interferir no teu destino e mudar o curso da tua vida. Isso, terás que ser tu a fazê-lo, por ti e para ti, se assim o entenderes. Será que sentes a mesma força? Quero acreditar que sim, mas no fundo começo a sentir que não…”

Excerto do livro "Diário da tua ausência" de Margarida Rebelo Pinto
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